20 abr,2015

Marcadores: Novo Conceito, Resenhas

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Autores: Kim e Krickitt Carpenter.
Editora: Novo Conceito.
Ano: 2012.
Páginas: 144.
Classificação: ★★★★.

A vida que Kim e Krickitt Carpenter conheciam mudou completamente no dia 24 de novembro de 1993, dois meses após o seu casamento, quando a traseira do seu carro foi atingida por uma caminhonete que transitava em alta velocidade. Um ferimento sério na cabeça deixou Krickitt em coma por várias semanas. Quando finalmente despertou, parte da sua memória estava comprometida e ela não conseguia se lembrar de seu marido. Ela não fazia a menor ideia de quem ele era. Essencialmente, a ‘Krickitt’ com quem Kim havia se casado morreu no acidente, e naquele momento ele precisava reconquistar a mulher que amava.

O livro começa com a primeira vez que Kim Carpenter e Krisxan Pappas se falam. Kim é um jovem treinador de beisebol e Krisxan – ou como é chamada pela família e amigos, Krickitt – trabalha em um loja de artigos esportivos. Certo dia, Kim liga para essa loja atrás de informações de uniformes e é atendido por Krickitt. O telefonema não tem nada de mais além do normal: uma conversa entre atendente e cliente; no entanto Kim se encanta pela simpatia e animação de Krickitt e sente que há algo de especial nela. Após essa ligação, Kim mantém contato com Krickitt, falando com ela quase todos os dias, o que faz com que eles criem laços muito fortes. Conversa vai, conversa vem, Kim (no Novo México) e Krickitt (na Califórnia) decidem se encontrar pessoalmente. Depois do primeiro encontro, eles continuam a se ver inúmeras vezes e, então, se casam.

ps

Casados há apenas 2 meses, Kim e Krickitt Carpenter sofrem um acidente gravíssimo, o qual é responsável por fazer Krickitt perder parte de suas memórias – as memórias mais recentes. Krickitt se lembra de seus pais, de sua família, de seu nome, de seu ex-namorado, só não lembra quem é Kim Carpenter e que papel ele tem em sua vida.

“A verdade pura e simples era que eu não conseguia enxergar minha vida sem a mulher que eu amava, a mulher que eu havia jurado proteger em tempos de dificuldade e desafios.”

O livro foi escrito pelo casal e é narrado por Kim, o que me incomodou um pouco, pois por serem fatos que Kim vai lembrando, as coisas parecem acontecer rápido demais, o que não te dá tempo de se apegar com os personagens. A leitura é rápida e fácil, principalmente porque você quer descobrir se Kim vai continuar a insistir no seu casamento, se Krickitt vai recuperar sua memória, se o casamento deles vai funcionar depois disso. O livro me agradou bastante e, apesar de conhecer a história, por causa do filme, eu fiquei bastante emocionada com “Para Sempre”. Por Kim e Krickitt serem religiosos, vi algumas pessoas reclamando do livro, mas ao meu ver a crença deles não afeta em nada no fato da história agradar.

Eu recomendo não só o livro, como o filme também, que apesar de estar diferente do livro, passa o mais importante, que é a mensagem de superação. Fico feliz que eles compartilharam a história deles com o mundo, é sempre ótimo ler algo inspirador como esse livro. Se vocês quiserem conferir o trailer do filme, é só clicar aqui.

Muito Bom.



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Rafaella Guimarães
Postador Por:Rafaella Guimarães Comentários
02 abr,2015

Marcadores: Editora Intrínseca, Resenhas

 

Autor: Chambers, Robert W.

Editora: Intrinseca

Ano: 2014.

Páginas: 256.

Obra-prima de Robert W. Chambers, O Rei de Amarelo é uma coletânea de contos de terror fantástico publicada originalmente em 1895 e considerada um marco do gênero. Influenciou diversas gerações de escritores, de H. P. Lovecraft a Neil Gaiman, Stephen King e, mais recentemente, o escritor, produtor e roteirista Nic Pizzolatto, criador da série investigativa True Detective, exibida pela HBO, cujo mistério central faz referência ao obscuro Rei de Amarelo.
O título da coletânea faz alusão a um livro dentro do livro – mais precisamente, a uma peça teatral fictícia – e a seu personagem central, uma figura sobrenatural cuja existência extrapola as páginas.
A peça O Rei de Amarelo é mencionada em quatro dos contos, mas pouco se conhece de seu conteúdo. É certo apenas que o texto, em dois atos, leva o leitor à loucura, condenando sua alma à perdição. Um risco a que alguns aceitam se submeter, dado o caráter único da obra, um misto irresistível de beleza e decadência.

 

Se azul é a cor mais quente, amarelo é, definitivamente, a mais insana.

Uma peça de teatro responsável por enlouquecer seus leitores e os levar à beira da destruição.

Topo, deixo minhas coisas com quem?

Diálogos e cenários capazes de engolir de vez a sanidade de curiosos que procuram conhece um certo reino amarelo ou dos infelizes que são atingidos em cheio pela surpresa de um livro de capa amarelada que anda de estante em estante escolhendo vítimas.

Calma, estamos falando de quê mesmo?

É nesse cenário alternativo que reina soberano O Rei de Amarelo.

Robert W. Chambers traz a existência não só a figura fantasmagórica da loucura viva e coroada do Rei, mas também vestígios da peça teatral fictícia que encabeça todos os contos. A simples leitura da peça tem o poder de “amaldiçoar” a realidade de seus leitores, arrastando cada um deles cada vez mais profundo na decadência e podridão tão atrativas quanto a luz à uma mariposa. Uma página segue a outra aonde os personagens de Chambers nos apresentam um horror e um deleite tão intensos que nos fazem imaginar que somos todas vítimas do rei sem nem ao menos tê-lo conhecido. Conhecemos Camilla e Cassilda e locais míticos como Carcosa: “onde estrelas negras pendem dos céus; onde as sombras dos pensamentos dos homens se alongam ao entardecer, quando os sóis gêmeos mergulham no lago de Hali.”

Doidera não? Calma que tem mais…

Tão cheio de segredos e mistérios é o mundo amarelo que o autor insiste, ao final de cada conto, em nos fornecer uma lista de citações e pequenas explicações e termos, criando uma “Mitologia Amarela” complexa e viva, pronta para ser compreendida pelos curiosos e corrompidos leitores. Esses somos nós!

A obra extrapola a realidade e a própria ficção, andando por entre os mundos e espalhando seus restos negros e amarelos por obras distantes e ao mesmo tempo próximas, baseadas no mesmo nível de loucura e encantamento decrépito dos labirintos amarelados de Chambers. Vemos citações da maldita peça teatral em famosos clássicos como o velho Dorian Grar, talvez maculado pela loucura de Chambers:

“Seu olhar caiu sobre o livro amarelo que Lorde Henry lhe enviara. O que seria isso, perguntou-se (…) após alguns minutos, estava absorto. Era o livro mais estranho que já havia lido. Parecia que, em vestes refinadas, e ao som delicado de flautas, os pecados do mundo desfilavam, em silêncio, diante dele. Coisas com que havia sonhado de modo vago tornavam-se reais para ele. Coisas que jamais imaginara eram-lhe reveladas.” – O retrato de Dorian Gray, Oscar Wilde (1854-1900)

No meio desses labirintos que nos perdemos entre portas de salvação e becos sem saída.

Divide-se então o livro em partes. Somos surpreendidos pelos quatro contos iniciais, onde a peça maldita é tema central, acalmados com os dois contos que se seguem, chamados de capítulos de transição e, por fim, ansiamos por nos enlouquecer novamente com os quatro últimos e simples contos que retratam paixões, morais, jovens artistas e suas vidas com pitadas silenciosas de um certo rei.

Por exemplo…

O terceiro conto: “No Pátio do Dragão” não nos leva a conclusão alguma sobre os desfechos e mistérios presentes nele, mas nos fornecem uma nova visão sobre o mundo onde ele se passa, nesse caso reforçando uma ideia de pesadelo coletivo aonde os leitores são enviados depois de ler a famosa peça teatral.

Outros como “A Máscara” nos apresentam um mundo incrivelmente bem construído aonde imperam os sentimentos e a ficção andando de mãos dadas. Um jovem artista e seus sonhos de mármore branco nos instigam sobre os limites do real e do impossível. Com um final digno de uma cena de cinema o conto é leve e agradável, sem deixar de pingar umas gotas amarelas no tapete.

O emblema amarelo” é a representação de toda a loucura de Chambers em tantos detalhes quanto se pode esperar de um autor meio possuído por um texto devastador, enquanto “ Demoiselle D’ys ” trata de uma forma rápida e marcante um amor que atravessa as barreiras de tempo e vida.

Ai que Loucura! Ai que Amarelo…

Ao final dos dez contos completamente diferentes e ao mesmo tempo incrivelmente parecidos de Robert podemos notar claramente o nível de pesadelos em que fomos lançados e o quanto o autor divide conosco suas próprias reflexões.

Fica claro que a peça, em seu plano fictício, funciona à seu propósito de influenciar e destruir seus leitores e ao que parece o plano real não fica fora de tamanha influência. Uma leitura mais do que recomendada aos amantes de terror, aos curiosos amantes de ficção e talvez aos corajosos distópicos da atualidade. Esqueça o cinza em todos os seus tons, o amarelo veio pra te enlouquecer.



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Postador Por:Caio Henrique Comentários
27 mar,2015

Marcadores: Editora Valentina, LUX, Resenhas, Vídeos


Olá pessoas, como estão? Eu espero que bem!

Hoje vim aqui com uma vídeo resenha do livro Obsidian, o primeiro da saga Lux da autora Jennifer L. Armentrout! Essa é uma série um pouco antiga e bem conhecida lá fora, mas bem desconhecida aqui o que é uma pena! :( Para tentar mudar isso, eis aqui a minha opinião sobre o primeiro livro! A série começará a ser publicada aqui no Brasil pera Editora Valentina ainda este ano, então para aqueles não lêem em inglês, não terão que esperar muito! Eu realmente espero que vocês gostem! <3

Autora: Jennifer L. Armentrout
Editora: Entangled: Teen
Ano: 2012.
Páginas: 255.
Classificação: ★★★★★.

Até mais,

O Devorador.



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Igor Soares
Postador Por:Igor Soares Comentários