23 out,2014

Marcadores: #irado, Cassandra Clare, Holly Black, Novo Conceito, Resenhas

O Desafio de FerroAutora: Cassandra Clare & Holly Black.
Editora: #Irado.
Série: Magisterium #1
Ano: 2014.
Páginas: 384.

“AMIGOS E INIMIGOS. PERIGO E MAGIA. MORTE E VIDA. A maioria dos garotos faria qualquer coisa para passar no Desafio de Ferro. Callum Hunt não é um deles. Ele quer falhar. Se for aprovado no Desafio de Ferro e admitido no Magisterium, ele tem certeza de que isso só irá lhe trazer coisas ruins. Assim, ele se esforça ao máximo para fazer o seu pior… mas falha em seu plano de falhar. Agora, o Magisterium espera por ele, um lugar ao mesmo tempo incrível e sinistro, com laços sombrios que unem o passado de Call e um caminho tortuoso até o seu futuro. Magisterium – O Desafio de Ferro nasceu da extraordinária imaginação das autoras bestseller Holly Black e Cassandra Clare. Um mergulho alucinante em um universo mágico e inexplorado.”

Se fosse para definir o livro em algumas palavras eu diria que surpresa e satisfação são as primeiros palavras que me vem em mente. Escrito por Cassandra Clare em conjunto com sua melhor amiga Holly Black, O Desafio de Ferro tem tudo para se tornar a nova sensação de livros entre os jovens, falando sério aqui com vocês, fazia muito tempo que eu não gostava tanto de uma série assim logo no primeiro livro e parece que essas duas queridas autoras acertaram em cheio ao nos apresentar apenas uma pequena parte do que está por vir na série de cinco livros Magisterium.

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O livro mantém o leitor preso na leitura do começo até o fim, cem páginas passam sem que você perceba o quão rápido está lendo, tanto Cassandra como Holly são experts em traçar o mistério nas entrelinhas e misturá-lo com comédia e muita aventura, escrito em terceira pessoa “O Desafio de Ferro” é tudo menos entediante. O que mais gostei foi ver que as autoras estudaram, usaram e abusaram do roteiro do livro tornando-o um incrível quebra cabeça com todas as pistas que são reveladas durante o a história.  O desenvolver é construído gradativamente com o amadurecimento do personagem principal, a história acontece durante um ano e isso é tempo o suficiente para conhecermos um pouco sobre a origem do Magisterium, conviver com Callum, suas limitações e as novas descobertas desse mundo novo e também sobre o Inimigo da Morte, o cara que apavora todos os magos ao redor do mundo.

No início, quando a magia flui pela primeira vez, é muito intensa. Poder em estado bruto… Porém, o equilíbrio é o que ameniza a habilidade mágica. É preciso muito estudo para ter o mesmo nível de magia de um mago recém-desperto. Magos jovens possuem pouco controle. Entretanto, Call, você deve lutar contra isso. E nunca mais deve usar magia. Se o fizer, os magos irão levá-lo embora para os túneis onde vivem.

Callum Hunt não é o tipo de criança popular e cheia de amigos, para sua infelicidade ele é muito solitário e as pessoas na escola agem como se ele fosse invisível por causa de uma deficiência que ele tem em uma de suas pernas desde quando nasceu. O desenvolvimento do personagem é uma das melhores coisas do livro. De um garoto solitário, medroso e incapaz Callum se torna corajoso, forte e o melhor de tudo, ele conquista a amizade de Tamara e Aaron, as duas pessoas mais importantes para ele durante essa grande mudança em sua vida.

Aaron e Tamara são tão importantes quanto Call, na verdade, acredito que todos os personagens apresentados no livro são importantes. Não há nenhum personagem desnecessário ou que não faria falta, pelo o que conheço da Cassandra Clare acredito que grande parte disso é obra dela, em seus livros todos os personagens tem um propósito e são importantes para algo no futuro e e é exatamente isso o que eu senti dos queridos alunos do Magisterium.

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Como todos os livros lançados pós Harry Potter é claro que O Desafio de Ferro seria bombardeado com críticas sobre plágio e/ou similaridades entre as histórias, uma coisa que eu acho completamente infantil e desnecessária. Tirando o fato de serem três amigos principais estudando em uma escola de magia não há mais nada parecido com Harry Potter, se for para comprar com algo, eu compararia com os desenhos “Avatar: A Lenda de Aang” e “A Lenda de Korra” já que a magia não é nada mais nada menos do que a manipulação dos elementos Água, Fogo, Terra, Ar e o elemento mais incomum e especial, o Caos.

Todos os elementos atuam de acordo com a natureza: o Fogo quer queimar, a Água quer fluir, o Ar quer se erguer, o Caos quer devorar.

Ah, edição está linda, tá? Com imagens diferentes ilustrando alguma cena em todo início de capítulo, diagramação impecável, verniz localizado na capa e na lombada e pelo o que eu pude perceber, nenhum erro ortográfico. Até diria que a Novo Conceito é destruidora mesmo, mas ainda não superei esse livro do selo #Irado não ser em capa dura.

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Para mim o livro não teve nenhum ponto negativo a não ser ele ter acabado :P A história mantém o mesmo ritmo de ação e conhecimento tanto para Call quanto para o leitor, mas o triunfo do livro fica mesmo lá no final, quando ficamos sabendo muito mais sobre o Inimigo da Morte e quais são os seus planos. Nunca que eu iria imaginar tamanho plot twist com apenas poucas páginas para o livro terminar, essas duas autoras conseguiram me fazer surtar e ler o livro ainda mais rápido, parecia uma maratona (de uma pessoa só) e o prêmio foi a minha tristeza ao ver o que livro tinha acabado e ter que esperar mais um ano ou mais para a continuação.  :cry:

Ótimo. <3



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Postador Por:Igor Soares 5 Comentários
22 out,2014

Marcadores: A.G.Howard, Novo Conceito, Resenhas, Splintered

O-Lado-mais-SombrioAutora: A.G. Howard.
Editora: Novo Conceito.
Série: Splintered #1
Ano: 2013.
Páginas: 368.

Alyssa Gardner ouve os pensamentos das plantas e animais. Por enquanto ela consegue esconder as alucinações, mas já conhece o seu destino: terminará num sanatório como sua mãe. A insanidade faz parte da família desde que a sua tataravó, Alice Liddell, falava a Lewis Carroll sobre os seus estranhos sonhos, inspirando-o a escrever o clássico Alice no País das Maravilhas. Mas talvez ela não seja louca. E talvez as histórias de Carroll não sejam tão fantasiosas quanto possam parecer. Para quebrar a maldição da loucura na família, Alyssa precisa entrar na toca do coelho e consertar alguns erros cometidos no País das Maravilhas, um lugar repleto de seres estranhos com intenções não reveladas. Assim que sua jornada começa, ela se vê dividida entre a sensatez de seu melhor amigo e a magia perigosa e encantadora de Morfeu, o seu guia no País das Maravilhas. Ninguém é o que parece no País das Maravilhas. Nem mesmo Alyssa…

Alterei um pouco a sinopse acima, acredito que uma parte dela é um spoiler enorme para quem não quer saber muito da história deste livro. Enfim, vamos ao que importa, vamos falar sobre as loucuras de “O Lado Mais Sombrio”.

Todo mundo gosta de Alice nos Pais das Maravilhas, né? Eu sei porque eu também amo, então estava com minhas expectativas super altas com esse livro e posso dizer que ele cumpriu tudo o que dizia ser. Logo de cara me deparei com uma escrita bem detalhada e gostosa de ler, a autora além de nos dizer o que está acontecendo usa de suas palavras para nos mostrar coisas que só iremos perceber se notarmos nas entrelinhas. De um jeito simples ela consegue fazer o leitor aceitar as loucuras desse mundo.

Alyssa é uma personagem muito forte e segura de si, convive com a maldição que assombra sua família mas não aparenta estar ficando louca para não parar no mesmo lugar que sua mãe. Aliás, ela faz de tudo para não parecer com Alison, sua mãe, o mais distante possível de se parecer com ela melhor e isso no começo pode parecer um pouco irritante, mas ela muda. Ao decorrer da história ela se torna ainda mais forte quando precisa enfrentar vários desafios no País das Maravilhas, me apaguei a ela do começo ao fim… Acho que isso é uma característica ótima na personagem, não só todos os personagens, mas o leitor também é cativado por ela.

- Agora, me escute, Alyssa Victoria Gardner. Normal é algo subjetivo. Nunca deixe que ninguém lhe diga que não é normal. Porque para mim você é. E a minha opinião é que vale. Entendeu?

Falando no País das Maravilhas tudo o que posso dizer é que nem tudo lá em essas maravilhas que a nossa querida Alice nos contou, na verdade, as coisas são bem diferentes e muito mais perigosas e assustadoras. Adorei isso, adorei que a autora não se apoderou de um mundo já criado, ela reformulou todo o mundo e toda a história que já conhecemos e deu o seu toque, um pouco sombrio e macabro, mas ainda sim lindo.

O coração de Alyssa se divide em dois criando então um triângulo amoroso um pouco complicado para história, de um lado Jeb o seu melhor amigo, humano, protetor, moreno, forte, respeitoso, amoroso e sexy, do outro Morfeu um ser do mundo das as maravilhas, sedutor, controlador, carismático e surpreendente. O romance tem sua parte na história e Alyssa terá que fazer sua escolha, gostei bastante dos dois personagens e de como a história seguia ao redor deles.

Apesar de ter uma continuação ( é uma trilogia), a história é concluída e tem um final tão satisfatório que eu não faço ideia de que rumo o segundo livro irá levar. Algumas coisas dão brechas para a história ser continuada, espero que a autora não se perca e faça uma continuação menos satisfatória, já que eu achei que algumas partes do livro foram desnecessárias.  Pode ter certeza que irei conferir o próximo livro e logo logo volto com uma resenha sobre ele também, enquanto isso, se aventure nas loucuras de Alyssa e o seu lado sombrio no País das Maravilhas!

Muito Bom.



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Postador Por:Igor Soares 5 Comentários
17 out,2014

Marcadores: Gayle Forman, Novo Conceito, Resenhas, Se Eu Ficar

where-she-wentAutor: Gayle Forman.
Editora: Novo Conceito.
Ano: 2014.
Páginas: 240.
Gênero: Drama.

Em Se Eu Ficar, Mia passou pelo momento mais angustiante que qualquer pessoa poderia enfrentar. Graças ao amor de Adam, ela decidiu lutar e não partir. Surpreendentemente, porém, o destino os fez seguir trajetórias distintas.

Durante três anos em que ficaram separados, Adam e Mia se tornaram prodígios da música, mas não tiveram todas as respostas que buscavam. Agora, em um reencontro tão doloroso quanto necessário, eles ganham a chance de avaliar as escolhas que fizeram e tentar descobrir o que o futuro lhes reserva.

Quem já leu a resenha de Se eu Ficar sabe muito bem que eu gostei bastante do livro, mas fiquei um pouco decepcionado por esperar muito mais do que ele foi. Agora, em Para Onde Ela Foi eu não tinha expectativa nenhuma, a única coisa que queria do livro eram as respostas que o anterior me deixou morrendo parar saber.

Três anos se passaram desde que Mia decidiu ficar e agora com 20 anos ela é uma violoncelista conhecida mundialmente e está se preparando para vários shows ao redor do mundo. Adam é uma estrela do Rock e um astro de Hollywood, sua banda conseguiu um contrato e suas músicas viraram hits mundiais e estão prestes a começar a sua turnê pelo mundo, mas mesmo conseguindo tudo o que sempre sonharam eles não estão felizes.

Dessa vez quem nos conta a história é Adam que para a minha felicidade não tornou o livro uma poça de drama sem fim, é claro que há muitos dramas na história, o principal de todos é que ele e Mia não estão mais juntos há três anos e confesso que isso me abalou um pouco, depois do final do primeiro livro eu definitivamente não esperava essa virada na vida deles. Adam nos mostra que mesmo tendo uma carreira que ele sempre quis, nada nem dinheiro nenhum compra a felicidade e o sentimento de estar em paz não só com o mundo, mas com si mesmo.

Meu primeiro impulso não é agarrá-la nem beijá-la. Eu só quero tocar sua bochecha, ainda corada pela apresentação desta noite. Eu quero atravessar o espaço que nos separa, medido em passos não em milhas, não em continentes, não em anos , e acariciar seu rosto com um dedo calejado. Mas eu não posso tocá-la. Esse é um privilégio que me foi tirado.

Os dois personagens estão mais maduros tanto por causa da idade quanto por causa de tudo o que eles passaram, o tom do livro é bem mais sombrio já que no primeiro Mia lutava por sua vida e nesse Adam pensa em desistir de tudo por simplesmente não aguentar mais viver assim, sem Mia. Quando os dois se reencontram a situação é bem “estranha”, mas mesmo assim eles decidem fazer dessa noite a noite que irá resolver todos os seus problemas seja com um adeus decente ou um novo recomeço.

A leitura assim como no primeiro livro é muito rápida, a história inteira acontece praticamente durante uma noite e assim como em Se Eu Ficar, os capítulos alternam entre presente e futuro nos mostrando partes da infância de Adam e também como foi viver rejeitado por Mia durante esses três anos. Gostei muito mais desse segundo livro, Adam com certeza é o motivo para isso ter acontecido, ele é um personagem muito enigmático, nós não sabíamos muito sobre ele além do que Mia sabia, então ter acesso à seus pensamentos e sua memória foi um fator imprescindível para que eu gostasse ainda mais desse livro.

Serei seu erro, você será o meu
Foi o que assinamos, você e eu
Vim pronto para limpar o seu estrago!
Máscaras de gás para respirarmos
Agora estou só num quarto sem nada
Olhando a minha prisão imaculada.

Messy – Collateral Demage, faixa 2.

Mia me deixou muitas vezes com raiva, já passava da metade do livro e eu estava odiando uma personagem que gostava tanto. Ela tinha seus motivos para fazer o que fez e eu a compreendo, mas talvez ela deveria ter feito as coisas de outro jeito. Quando reencontrou Adam ela agiu como se nada tivesse acontecido e como se não tivesse feito nada. Mais para o fim do livro ela conseguiu me conquistar de novo e eu voltei a gostar dela.

Comovente e emocionante o livro faz com o que o leitor sinta junto com Adam todos seus sentimentos de solidão, angústia e raiva. Um livro que nos faz pensar sobre aceitação, perdão e o mais importante de todos, consertar os erros feitos no passado.

Comecei o livro achando que seria o mesmo ambiente calmo e ao mesmo tempo angustiante de Se eu Ficar e acabei me surpreendendo com a reviravolta que a história teve, como o amor foi retratado da sua forma mais severa, a dor de quem ama e está destinado a viver com essa dor. Um livro curto, uma leitura de um dia, mas com certeza marcante.


Muito Bom.



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Postador Por:Igor Soares Comentários