21 ago,2014

bienaleuvou

A 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo está chegando e eu não vejo a hora de poder encontrar todos meus amigos blogueiros e vlogueiros, ir a palestras, comprar muitos livros e é claro, conhecer alguns de vocês! <3 Estarei lá durante os dias 23 e 24 de Agosto, o primeiro fim de semana e pretendo comprar e me divertir horrores!

Então pensando em um jeito de chegar lá e saber o que quero comprar eu decidi fazer uma wishlist com todos os livros que eu quero e pretendo comprar lá, não vou necessariamente comprar todos eles porque ainda não estou roubando bancos por aí, mas é sempre bom ter uma ideia do que já queremos comprar para não ficarmos perdidos por lá. Eu sei que irei encontrar vários livros novos quando chegar lá, então é bem provável que no post com as compras da Bienal tenha alguns livros que não foram mencionados aqui ou que estejam faltam alguns que estarão mencionados…

Confira abaixo a minha lista com 20 livros que pretendo comprar:

wishlist

Como vocês puderam ver eu já li alguns desses livros como o A Culpa é Das Estrelas, Dezesseis Luas, As Vantagens de Ser Invisível e Delírio, mas ou foram livros emprestados ou foram lidos no meu Kobo e eu preciso ter a edição física desses livros hehehe :roll:

Quais são os livros que estão na sua lista para a Bienal?! Que tal me contar tudinho aqui em baixo nos comentário? :razz:



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Bienal do Livro, Livros
19 ago,2014

A Menina Mais Fria de ColdtownAutora: Holly Black.
Editora: Novo Conceito.
Ano: 2014.
Páginas: 384.

No mundo de Tana existem cidades rodeadas por muros são as Coldtowns. Nelas, monstros que vivem no isolamento e seres humanos ocupam o mesmo espaço, em um decadente e sangrento embate entre predadores e presas. Depois que você ultrapassa os portões de uma Coldtown, nunca mais consegue sair.
Em uma manhã, depois de uma festa banal, Tana acorda rodeada por cadáveres. Os outros sobreviventes do massacre são o seu insuportavelmente doce ex-namorado que foi infectado e que, portanto, representa uma ameaça e um rapaz misterioso que carrega um segredo terrível. Atormentada e determinada, Tana entra em uma corrida contra o relógio para salvar o seu pequeno grupo com o único recurso que ela conhece: atravessando o coração perverso e luxuoso da própria Coldtown. A Menina Mais Fria de Coldtown, da aclamada Holly Black, é uma história única sobre fúria e vingança, culpa e horror, amor e ódio.

A Menina Mais Fria de Coltown começou com muita potência, Tana a personagem principal acorda confusa depois de uma festa ter terminado terrivelmente errada. Holly Black escreve tão detalhadamente bem que eu passei a sentir o medo e mal-estar que Tana estava sentindo. A cena logo no começo com vários corpos de jovens mortos, drenados e estraçalhados me fez prender o folego enquanto lia de tão realista e perturbadora que era. Logo no início do livro Black me convenceu de que toda a minha espera por ele tinha valido a pena.

Fugindo de vampiros ferozes, Tana tem como companhia um amigo que está se transformando em vampiro e um vampiro estranho muito misterioso que ela não conhece. O destino deles é a Coldtown de Springfield a mais próxima da onde eles se encontram e a mais famosa de todas as outras, uma Coldtown não é nada mais do que uma cidade que foi cercada por enormes muros e que é habitada por vampiros, resfriados (humanos se tornando vampiros) e humanos que provavelmente servem de alimento para esses vampiros. Uma vez que um humano entra em uma cidade como essa ele tem 99,9% de chances de não sair e mesmo assim Tana se aventura a levar seu amigo e o vampiro desconhecido para a Coldtown mais perto.

A história é contada em terceira pessoa geralmente pelo ponto de vista de Tana, as vezes elas alternam entre outros personagens e/ou flashbacks do passado de Tana e sua família ou do passado de Gavriel o vampiro esquisito, esses flashbacks são cruciais para compreendermos como a sociedade chegou ao ponto em que está e como aconteceu o surto do vampirismo ao redor do mundo. Confesso que não gostei muito desses flashbacks, muitas vezes um capítulo acabava com um cliffhanger tão absurdo que ler um capítulo com flashback servia mais ou menos como um gelo que esfriava a intensidade de atenção que eu estava dando a história, mas apesar de serem chatos eles são importantes e sem eles não iria entender muita coisa do livro.

Os personagens são bem construídos e mesmo que a autora não tenha dado uma profundidade a mais em todos eles nós podemos perceber que eles são únicos, cada um do seu jeito. Tana aparenta ser muito corajosa e que não tem medo de nada e que faz tudo por impulso, mas também podemos ver que isso são apenas disfarces ou um personagem que ela cria de si mesma para não pirar no meio de toda a situação em que ela se meteu. Gavriel que no começo aparentava ser bem estranho é um dos personagens mais trabalhados depois de Tana, todo seu histórico turbulento de centenas de anos mexeu com sua cabeça e por isso temos um vampiro um pouco fora de si e o fato de não ser um personagem tão frequente no livro faz com que todos seus aparecimentos sejam marcantes.

Black não falha em fazer o leitor mergulhar de cabeça em sua história, a forma como ela cria suas cenas e como vai apresentando seu mundo para o leitor é perfeita, de um jeito simples com uma escrita bem trabalhada ela foi capaz de fazer com que eu realmente desligasse tudo ao meu redor e viver apenas por sua história. Durante a leitura algumas palavras em outros idiomas como Inglês e Francês são bem frequentes, mas para quem não tem conhecimento nessas línguas não é nenhum problema já que no rodapé da própria página há o significado de cada uma delas.

O bom desse livro é que os vampiros são como eles devem ser se alimentam de sangue humano, são sanguinários, não se comportam adequadamente, são queimados pela luz solar e todas essas coisas que antigamente eram descrições para histórias de vampiros e que agora não são tão vistas depois da “modernizada do vampirismo”.  Ah, eles também são bem vingativos, tá? Gavriel está sedento pela morte daqueles que fizeram de sua vida um inferno. Há humanos que vivem e anseiam para se tornarem vampiros e ter a vida glamorosa e eterna e há humanos que os repudiam e fazem de tudo para evita-los. Vemos também como o governo teve que se virar e lidar com o fato dos vampiros estarem dominando as cidades e por isso eles criaram essas cidades especialmente para eles, para que o resto da população não seja atingida ou que o vampirismo não continue crescendo. Podemos ver que o livro não é só sobre essa garota que está entrando em uma cidade e que ela provavelmente nunca irá sair, mas há outras coisas importantes acontecendo fazendo do livro uma obra completa.

Há também um romance entre Tana e Gavriel que não é bem o foco da história e nem muito aprofundado, mas é crucial para que uma mantenha a confiança no outro. Apesar dos pesarem eles criaram esse sentimento um pelo outro e agora terão que lidar com isso. Não é nada exagerado e nada fútil, achei bem interessante como a relação dos dois foi crescendo de acordo com desenvolver da história.

Estou tentando ser imparcial e não deixar todos meus sentimentos de fanboy estragar toda a resenha, mas tirando os flashbacks que diminuem um pouco a leitura eu não encontrei mais nenhuma coisa que eu não tenha gostado. Ou a autora é boa mesmo ou eu que estou sendo muito fanboy hehehe… ^^’

A Menina Mais Fria de Coldtown é um livro super recomendadíssimo principalmente para amantes de fantasia e vampiros, vocês não irão se arrepender! Aos demais, eu também recomendo, vocês irão se surpreender com a grandiosidade da história desse livro, é simplesmente incrível!

Ótimo.



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A Menina Mais Fria de Coldtown, Novo Conceito, Resenhas
15 ago,2014


Mais um vídeo com mini resenhas para vocês! Para quem não conferiu o primeiro, podem clicar aqui para conferi-lo.

No vídeo de hoje falei um pouco sobre os livros A Máquina de Contar Histórias, Eleanor & Park, The Good Of Right Now e Se eu Ficar. Espero que gostem.

Até mais!



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